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Negociação Salarial
Trabalhadores aprovaram Acordo Coletivo na VLI, mas esperavam mais da empresa
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Depois de cinco reuniões de negociações com a VLI, entre agosto e setembro, o STEFEM realizou assembleia com os trabalhadores, que aprovou a celebração do Acordo Coletivo pela contraproposta patronal.

Como sempre acontece, os patrões alegavam a velha choradeira de crise e atribuíam o momento difícil desde a greve dos caminhoneiros, que alteraram profundamente as condições dos fretes, repercutindo nas demandas da empresa.

Segundo assessor jurídico do Sindicato, Guilherme Zagallo, o momento ruim vivido transforma a manutenção de direitos em vitória importante da categoria, que impediu que houvesse cortes de direitos e benefícios, além de evoluir no reajuste dos salários, principalmente com um percentual de ganho real, especialmente para as menores faixas salariais. Zagallo lembrou também a importante postura do Sindicato nas negociações, ao impedir que os aspectos nocivos da “Reforma Trabalhista” de Temer evoluíssem sobre as conquistas da categoria alcançadas nos acordos coletivos anteriores.

AVANÇOS NO ACORDO

Uma reivindicação antiga dos trabalhadores em turno de seis horas, era da possibilidade de se ter autonomia na questão da escolha dos lanches, pois além de terem pouca qualidade, excluía aqueles que possuem restrições alimentares. Depois de muito embate com a empresa, ela acolheu a reivindicação do Sindicato e disponibilizou a esses trabalhadores um ticket lanche no valor de R$ 12,90 por jornada.

Embora não tendo sido explicitado no acordo, um outro item negociado foi o ticket refeição, que sofreu reajuste de mais de 14%. O ticket alimentação não acompanhou o mesmo reajuste do ticket refeição, mas teve um reajuste de quase seis por cento, também recebendo um ganho real.

Como no ano passado, contraproposta da VLI estabeleceu um reajuste escalonado, que varia de 3,64% para os que ganham mais até 5% para as menores faixas salariais, com um reajuste para 0,86% para salários intermediários, por definição da empresa, a 1,36% para os menores salários.

Entre os aspectos negativos, citamos o congelamento do piso salarial e uma imposição no banco de horas , aumentando o número de horas e o prazo para quitação, além do implemento de um banco negativo. De positivo, as horas de sábados, domingos, feriados e folgas não farão parte do banco de horas e as partes - empresa e trabalhadores - não poderão fazer programação de folgas num espaço menor que 72 horas.

Conforme anunciado nas assembleias de formação de pauta, o sindicato só realizaria negociações se houvesse por parte da empresa uma sinalização definitiva para pagamento do aditivo de insalubridade por fonte de calor natural aos trabalhadores expostos. Através de carta compromisso, a empresa oficializou que pretende fazer a quitação a partir de janeiro de 2019. Essa quitação será realizada após o sindicato realizar assembleias com os interessados, que aprovarão ou não a proposta a ser apresentada.

          

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