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Defesa dos direitos
Tragédia Social Brasileira mostra desmanche
dos Direitos Sociais pelo atual governo
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Estes são apenas alguns pontos catastróficos implementados pela elite, que retomou o poder no País. Eliminar direitos sociais, trabalhistas, previdenciários, não é suficiente. Para esta mentalidade fascista é imprescindível controlar o pensamento do povo, impedir a todo custo que o cidadão tenha capacidade crítica, para que os instrumentos de dominação e manipulação ideológica revertam uma lógica de interesse da classe dominante.

Os cortes de verbas das universidades através do MEC chegaram a R$ 5,8 bilhões e mais um contingenciamento de R$ 1,6 bilhão, tratorando o que foi previsto no orçamento aprovado no final de 2018. As universidades têm um corte de cerca de 40% em seu orçamento, comprometendo definitivamente sua condição de sustentabilidade estrutural. Afirmaram inicialmente que a “punição” ideológica seria apenas no nível universitário, mas o facão baixo até o nível fundamental, que imaginava, pelo ministro anterior, que seria obrigado a cantar o hino nacional antes do início de qualquer aula.

A decisão do novo ministro bolsonarista, Abraham Weintraub, abre uma guerra com a comunidade científica brasileira, acusada por ele de terem transformado as universidades de locais para fumar maconha e estudantes andarem pelados. Denúncias na grande imprensa dão conta de interesses particulares do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de sua irmã, Elizabeth Guedes, que têm negócios na área educacional. A irmã do ministro é vice presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup). O Ministro e seu irmão, Gustavo, enriqueceram na última década com investimentos na educação, sendo inclusive investigados pelo Ministério Público por crime contra o sistema financeiro. Segundo informações na imprensa, a irmã do ministro age dentro do MEC para que se afrouxe a vigilância sobre as faculdades privadas. Situação que agride o ministro da Justiça Lava Jato, Moro, em sua cruzada contra a corrupção dos adversários.

Os estragos sociais, trabalhistas e previdenciários são por demais conhecidos. Mesmo que uma reforma trabalhista de Michel Temer tenha garantido a legalidade do “negociado sobre o legislado”, Bolsonaro jogou tudo no lixo, quando resolveu aniquilar as receitas dos sindicatos, para impedir entidades sustentadas para defenderem o direito dos trabalhadores.


Resistência ao desmanche do estado de direito

Foram precisos muitos anos para que o Brasil reconquistasse a democracia e superasse o regime ditatorial implantado em 1984.

Quando as discussões sobre esta transição aconteceria, havia muita tese como deveria acontecer. A opção pelas armas foi sufocada pelo exercito em vários episódios. E uma população desarmada nada poderia contra um arsenal bélico considerável nas mãos do exercito nas décadas de 60, 70. A alternativa era a transição democrática, pois os militares já sofriam derrotas contínuas nas eleições. Transição democrática significava anistia, que foi costurada tanto para o que presos políticos torturados e exilados políticos quanto para os torturadores. E tudo aconteceu com mobilizações históricas como na emenda Dante de Oliveira , pelas Diretas-já! e até mesmo numa última eleição indireta, onde um demônio (Paulo Maluf) seria derrotado por uma capeta (Tancredo Neves), encarnado por um compromisso de concluir a transição democrática.

Um povo que não tem memória e não conhece sua história está condenado a repetí-la e continuar sofrendo no jugo dos donos do poder.

Isto é o que faz o guru de Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho, que orienta filosoficamente o mito para alicerçar seu poder atacando a todos que defendam uma sociedade mais justa e igualitária, que, para eles, é um “velho” sinônimo de “comunismo”.

O Brasil exige que haja a resistência dos trabalhadores e de toda a sociedade, para que seja respeitado o “estado de direito” e para que tudo que foi conquistado na Constituição Federal de 1988, escrita a partir de uma Assembleia Nacional Constituinte, com amplo debate em todo o País, não seja jogado no lixo como faz um pai descontrolado que não aceita que um filho seja gay e queira punir todos que o cercam.

Sociedade organizada, sindicatos, igrejas, cada um de nós é responsável por defender não apenas nossos direitos, mas sermos solidários com todos os brasileiros por um País para todos, direitos respeitados para toda a sociedade e resistirmos a estas ameaças que destroem o País.

          

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