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NegociaƧƵes ACT
ValorizaĆ§Ć£o dos trabalhadores Ć© a chave para superaĆ§Ć£o de uma conjuntura hostil
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Iniciamos o período de negociações de um novo acordo coletivo de trabalho. Como veio acontecendo nos últimos anos, e agora pior ainda, enfrentaremos uma conjuntura muito adversa, resultado de uma reforma trabalhista que nos impõe novas relações entre o capital e o trabalho, uma lei de terceirização tão ampla que não podemos dizer exatamente onde ela pode chegar. Temos ainda uma reforma previdenciária que tira ou dificulta o direito dos que estão no meio do caminho para a aposentadoria, retardando até a morte o usufruto do sacrifícios das contribuições para o INSS por longos anos de nossas vidas. Poucos conseguirão chegar a esse benefício.

A reforma trabalhista, a do Temer e a do Bolsonaro, coloca em nossas vidas diárias, incertezas sobre o que teremos direito de fato. O negociado acima do legislado, seria bom se estivéssemos em uma situação de pleno emprego, com salários dignos, com os trabalhadores tendo acesso ao capital cultural.

Esta condição chegou com um desemprego que insiste em se manter, mesmo com a precarização de empregos temporários, empregos intermitentes, possibilidade de ganhos abaixo do salário mínimo.

A realidade vem provando que o que foi alardeado pelo patronato retrógado, pelo governo e meios de comunicação como saída para o crescimento não passava de enrolação, estratégia para cortar direitos e aumentar o lucro das empresas.

Para alcançar seu objetivo de desmanche dos direitos trabalhistas e sociais, o governo procura criminalizar o movimento sindical.

Um olhar atento dos trabalhadores, poderia levá-los à conclusão que, se o patrão criminaliza o movimento sindical, em nome dos trabalhadores, tem algo de muito errado, pois eles sempre o fizeram, porém, em seu próprio nome, dizendo que estes atrapalhavam a livre negociação.

Depois da famigerada reforma, onde foi atacada a sustentabilidade financeira dos sindicatos, tirado o direito do trabalhador de ter sua rescisão acompanhada e homologada pelo sindicato, onde permitiu que o trabalhador, ameaçado pelo desemprego, assine anualmente uma quitação ampla, geral e irrestrita de que tudo foi pago no período de um ano, para que não seja mais motivo de reclamação futura.

Ao iniciarmos as negociações coletivas, poderíamos afirmar que gostamos do acordo passado, mas com ressalvas. Queremos a valorização dos trabalhadores que se dedicam com responsabilidade à empresa, tanto os velhos companheiros como os novatos que chegam em postos de trabalho com qualidade e reconhecimento.

Alguns pontos são vitais: reajuste com ganho real, piso salarial justo para a realidade atual, reembolso educacional amplo, volta de perdas na AMS, principalmente nas questões odontológicas, saída de termo de quitação, representação do sindicato apenas para aqueles que querem ser representados, homologação de rescisões feitas no sindicato (para sócios), e uma clareza e aplicação quotidiana da resolução de conflitos.

A luta vai ser dura, mas com mobilização e apoio ao Sindicato, os trabalhadores, podemos sair valorizados, com um novo acordo que reflita exatamente o que representamos para manter essa empresa. Vestimos a camisa da Vale e queremos que a empresa vista a nossa.

          

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