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Negociações ACT
NEGOCIAÇÃO COM A VALE DIA 10 PRECISA MELHORAR MUITO A PROPOSTA ECONÔMICA
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A Vale confirmou com o STEFEM a realização da próxima reunião de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho para o próximo dia 10 de novembro.

A empresa já comunicou internamente este agendamento e afirma que deverá apresentar sua “última proposta”, levando em conta respostas e sugestões apresentadas pelos trabalhadores e pelo Sindicato após a rejeição das últimas propostas patronais, sobretudo no índice para reajustar salários e benefícios sócio-econômicos.

Além da discussão do Acordo Coletivo de Trabalho, o STEFEM cobra da empresa o fim das demissões em larga escala que vem praticando em nossa base e uma política agressiva de terceirização, com a contratação de mão de obra de serviços fins de trabalhadores sem a proteção e os direitos que garantimos em nossos Acordo Coletivo, tratando-se de medida de economia através de substituição de mão de obra para cortar custos.

A empresa tensiona os trabalhadores com publicações internas de apresentações afirmando que nossos salários estão 4% acima do praticado pelo mercado e insistem na divulgação de oscilações no preço do minério de ferro, que estaria perdendo uma gordura gigantesca, depois de ter chegado a cerca de US$ 223/tonelada em maio deste ano, tendo sua retração pelo desaquecimento da economia chinesa. O preço do principal produto da Vale passou todo este período de pandemia com preços elevadíssimos no mercado internacional, sendo beneficiado pelo Dólar em alta e manutenção de um forte desempenho da empresa no processo de produção.

O resultado está estampado nos números divulgados pela Vale, relativos ao seu 3º trimestre/2021: LUCRO LÍQUIDO de R$ 21,8 bilhões, com evolução de 33% em relação ao 3º trimestre/2020 e uma distribuição de US$ 41,52 bilhões de dividendos em setembro para os acionistas.

Os trabalhadores, que vivem exclusivamente dos salários e dos benefícios sócio-econômicos, esperam que a empresa apresente uma proposta mais justa de reajuste no próximo dia 10, que nos permita enfrentar a forte elevação de custo de produtos básicos (como alimentação, gás de cozinha, produtos de limpeza), diante de uma inflação em alta, que deve ficar em torno de 11% em nossa data-base, sendo ainda pressionados pelos escandalosos reajustes dos combustíveis, que puxam todos os preços.

Esperamos que a Vale venha para a reunião do dia 10 com uma proposta com responsabilidade social e respeito aos trabalhadores.

          

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